Felicidade
- Natacha Barbosa

- 27 de mar.
- 2 min de leitura
Um dos questionamentos mais comuns em quem se encontra em sofrimento está relacionado a busca da felicidade.
Eu acho essa reflexão importantíssima, somos felizes? Quando somos felizes? O que pode ser me gerar mais felicidade do que o que vivo agora?
Bom, eu diria que a felicidade é uma busca infinita por todos nós, mas a verdade é que não seremos felizes o tempo todo. Isto não é real e quem te fala que é feliz o tempo todo estará mentindo.
Sabe por que? Porque a vida nos dá desafios e temos no nosso organismo um instinto de sobrevivência que nos faz sentir medo, vergonha e ansiedade. Isso tudo é normal, não ha nada de errado nessas emoções, inclusive, ela nos ajuda com a autoproteção e preservação em situações de risco.
Parece injusto tudo isso, buscamos a felicidade plena, buscamos sentir que tudo está bem e completo, isto é tão honesto do ser humano!!!
Acho que o ajuste necessário em nossas vidas, é a compreensão de que a felicidade é construída, tijolo por tijolo através do que é simples, eu diria que aquilo que fazemos com atenção plena e amor nos gera felicidade.
Felicidade é isso, é se encontrar inteira em um momento de correria do dia a dia, é uma respiração calma por dois minutos, uma tarefa feita, uma conexão do fazer o que é necessário e encontrar propósito ali mesmo. Eu falo que felicidade é colocar significado no nosso dia: “porque eu faço o que faço?”
Nada mais justo do que validar o que fazemos e assim podemos sentir que a felicidade bate a nossa porta, dia após dia. Mesmo em momentos difíceis, em crises ou sofrimento essas ferramentas estarão ali, de livre acesso. Somente elas podem nos conectar com a possibilidade de sentir alegria. E essa alegria será constante? Não! Mas podemos lembrar de suas cores e seus sabores nos momentos de dificuldade.

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