A Terapia de Casais
- Natacha Barbosa

- 16 de abr.
- 2 min de leitura
Há anos atendo casais, e este é um dos grandes desafios da minha carreira.
Quando paro para pensar, percebo que naquele espaço estou cuidando de duas pessoas com histórias de vida diferentes, desejos diferentes, pensamentos diferentes. E está tudo bem ser diferente. A grande questão é: como alinhamos tudo isso? Como desenvolvemos os valores do casal?
Saber diferenciar as questões individuais das questões do casal é um quebra-cabeça que, pessoalmente, acho fascinante.
Quando é que o casal se distancia? Isso pode acontecer por diversas razões, mas tenho observado que, na maioria das vezes, a falta de comunicação sobre o óbvio e a dificuldade em lidar com diferenças de ponto de vista são questões bastante frequentes. Um dos desafios que considero mais significativos é justamente ensinar o casal a se comunicar: a explicar o que pensa, o que sente e o que quer.
O distanciamento afeta a empatia, a vida sexual e gera emoções difíceis de lidar. E quando um casal chega à terapia, geralmente o problema já existe há muito tempo. Eles chegam machucados e distantes por isso, a aproximação precisa ser cuidadosa, e trabalhar o básico é primordial.
É curioso como um casal que dorme junto é capaz de travar uma batalha silenciosa e se tornar o maior inimigo um do outro. Raiva, mágoa e, como consequência, tristeza aparecem mas ninguém fala sobre isso.
Por que sentimos medo de falar o que sentimos para quem amamos? Porque temos medo da rejeição. Lutamos contra o desamor esse que surge, justamente, quando não respeitamos o nosso espaço ou o espaço do outro.
Na terapia de casal, eu ensino que esse espaço existe e que ele é essencial para uma relação duradoura e feliz.



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